
Translúcido é um livro-objeto, feito por Bernardo Pereira, com fotolitos antigos da marca tozco.
Segue a descrição do projeto e o detalhamento da montagem, segundo o autor:
“Num canto da estante da sala, tinha um rolo de fotolitos, que se acumulavam há diversos anos. Com pena de jogar fora e sabendo que aquele rolo num canto não tinha serventia alguma, resolvi pegar todos eles, cortar pedaços de 12×24 e transformar num livro, ao qual chamei Translúcido. Para dar profundidade às folhas e para que a visualização não fosse uma bagunça de folhas transparentes impressas em preto, intercalei folhas de papel vegetal. As páginas abertas do livro mostram algumas camadas de fotolitos, com sua tonalidade degradada em tons de cinza, pelas folhas de vegetal. A sobreposição das seções aleatórias de fotolito gera combinações incríveis de imagens! Para a capa, comprei daquele plástico texturado, com uma textura bem grossa, usado em porta de box e gravei por trás a palavra translúcido, “trans-” na frente e “lúcido” atrás usando uma mini-retífica. Dependendo do ângulo e iluminação que se veja a capa, a palavra some ou aparece, com mais ou menos intensidade. Para organizar os cadernos, estipulei que todos seriam compostos de seis folhas, das quais duas ou três seriam de papel vegetal, totalizando 24 páginas. Selecionei as 23 folhas mais interessantes, que comporiam os centros dos caderno e dividi aleatoriamente as demais folhas entre os cadernos. Alternei então os cadernos com duas e os com três folhas de papel vegetal. Drama foi a costura do livro, já que os fotolitos são muito grossos e não dobram muito bem. Na primeira tentativa, um resultado ruim. Descosturei, deixei os cadernos sob pressão por alguns dias e voltei a costurar. Desta vez a costura ficou boa, mas o livro ainda tende a abrir… Vai ficar na estante, pressionado por livros maiores dos dois lados, pra que as folhas se acomodem.”
Seguem algumas fotos do livro:




















